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Mostrando postagens de julho, 2023

"Não-Lugares: Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade", livro de Marc Augé

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"Não-Lugares: Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade" é um livro escrito pelo antropólogo francês Marc Augé, publicado originalmente em 1992. Nesta obra, Augé explora o conceito de "não-lugares" como uma análise crítica da sociedade contemporânea e suas características pós-modernas. O autor define "não-lugares" como espaços transitórios, despersonalizados e anônimos, onde as pessoas passam sem realmente se conectar ou criar laços sociais significativos. Exemplos comuns de não-lugares incluem aeroportos, estações de metrô, shoppings, rodovias e outros locais de trânsito e fluxo em que as interações humanas são muitas vezes superficiais e desprovidas de sentido. Marc Augé argumenta que esses não-lugares surgem como resultado da globalização, urbanização acelerada e da crescente mobilidade das pessoas na sociedade contemporânea. Ele examina como esses espaços anônimos podem levar ao que ele chama de "sobremodernidade", caracterizada...

"A Ordem do Discurso", livro de Michel Foucault

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"A Ordem do Discurso" é uma obra escrita pelo filósofo e teórico social francês Michel Foucault. O livro é uma transcrição revisada de uma conferência proferida por Foucault no Collège de France em 1970. A obra apresenta algumas das ideias centrais de Foucault sobre o poder, o conhecimento e a linguagem. Um dos temas fundamentais abordados por Foucault neste livro é a relação entre poder e discurso. Ele argumenta que o poder está intrinsecamente ligado ao discurso e que o controle do discurso é uma das formas principais pelas quais o poder é exercido na sociedade. Foucault explora como determinados discursos são autorizados ou desautorizados em diferentes contextos, moldando nossa compreensão da realidade e afetando nossas percepções sobre o que é verdadeiro ou falso. Além disso, Foucault analisa como as instituições sociais, como a academia, a religião e a mídia, estabelecem regras e normas para a produção do discurso, determinando quem pode falar, o que pode ser dito...

"Jamais Fomos Modernos", livro de Bruno Latour

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"Jamais Fomos Modernos" é uma obra do sociólogo e filósofo Bruno Latour, publicada originalmente em 1991. Neste livro, Latour apresenta uma crítica à noção tradicional de modernidade e oferece uma perspectiva alternativa para compreender a relação entre a sociedade, a ciência, a tecnologia e a natureza. Uma das principais ideias de Latour é a rejeição da separação tradicional entre a natureza e a cultura, algo que tem sido central na visão de mundo moderna. Ele argumenta que a ideia de que a sociedade humana e a natureza são entidades separadas é uma construção artificial que não reflete a realidade da interação complexa entre esses elementos. Em vez disso, ele propõe que devemos entender a sociedade e a natureza como entrelaçadas e interdependentes. Latour também critica a crença na superioridade da ciência e da tecnologia modernas em relação a outras formas de conhecimento e modos de vida. Ele questiona a narrativa de progresso linear, que muitas vezes supõe que a mode...

A resistência das mulheres no futebol

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A resistência das mulheres no futebol é algo que tem sido presente ao longo da história do esporte. Várias barreiras e obstáculos foram encontrados ao longo do tempo, impedindo a prática do futebol pelas mulheres. Mas, apesar disso, as mulheres têm conseguido avançar nessa questão. Durante muitos anos, o futebol era visto como um esporte masculino, onde as mulheres não tinham espaço e eram impedidas de jogar. Por razões de estereótipos de gênero, as mulheres eram consideradas fracas e incapazes de jogar um esporte tão físico quanto o futebol. Essa resistência se refletiu em inúmeras proibições. Por exemplo, em 1921, a Federação Inglesa de Futebol proibiu o futebol feminino em campos oficiais, alegando que "o esporte da associação de futebol era bastante inadequado para mulheres e deveria ser desencorajado por todos os meios possíveis". Outro exemplo importante da resistência às mulheres no futebol foi a proibição da FIFA em 1929, que durou quase 50 anos. A organiz...

O espiritismo e a negação do Pecado Mortal e do Inferno

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O espiritismo, fundado por Allan Kardec no século XIX, tem uma perspectiva única sobre a natureza do espírito e suas consequências após a morte. É importante notar que o espiritismo não se enquadra na definição tradicional do cristianismo, que inclui conceitos como pecado mortal e inferno. No espiritismo, acredita-se que o espírito é eterno e passa por uma série de reencarnações como parte de seu processo evolutivo. A ideia central é que, após a morte do corpo físico, o espírito continua sua jornada, enfrentando as consequências das ações passadas (causa e efeito, ou lei do carma), aprendendo e evoluindo em direção à perfeição moral. Não há uma concepção de inferno como um lugar de punição eterna para os espíritos, mas sim um entendimento de que cada um experimenta suas próprias consequências, de acordo com suas ações e intenções, durante a vida material e espiritual. O foco do espiritismo é mais voltado para o progresso e a melhoria contínua do espírito, em vez de um julgamento ...

Comunidades Tradicionais e o Meio Ambiente

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As comunidades tradicionais têm um conhecimento profundo e empírico sobre o meio ambiente ao seu redor, adquirido ao longo de gerações. Elas possuem práticas sustentáveis que são fundamentais para a preservação ambiental. Alguns exemplos de como as comunidades tradicionais preservam o meio ambiente incluem: 1. Uso sustentável dos recursos naturais: Essas comunidades têm uma conexão íntima com a natureza e entendem a importância de usar os recursos naturais de forma consciente e responsável, garantindo a sua renovação e conservação. 2. Manejo de áreas protegidas: Comunidades tradicionais muitas vezes residem em áreas de importância ecológica, como florestas, rios ou manguezais. Elas são responsáveis por cuidar dessas áreas, protegendo-as de ameaças como desmatamento, pesca predatória ou caça ilegal. 3. Conhecimento tradicional: Essas comunidades utilizam conhecimentos tradicionais transmitidos oralmente que envolvem técnicas de cultivo, extrativismo e manejo do ambiente. Ess...

Immanuel Kant e o Juízo de Gosto

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Immanuel Kant foi um filósofo alemão do século XVIII conhecido por suas contribuições à filosofia moral e à epistemologia. Ele desenvolveu uma teoria estética que aborda o assunto dos juízos de gosto em sua obra "Crítica da Faculdade do Juízo" ("Kritik der Urteilskraft"). Segundo Kant, um juízo de gosto é um tipo especial de juízo estético que não se baseia em conceitos ou regras estabelecidas, mas sim na subjetividade do sujeito que o faz. Ele argumenta que o juízo de gosto é baseado em sentimentos de prazer ou desprazer que experimentamos ao contemplar algo de natureza estética, como uma obra de arte ou um objeto natural. Kant enfatiza que o juízo de gosto é subjetivo, ou seja, cada pessoa pode ter uma resposta diferente ao mesmo objeto estético. No entanto, ele também destaca que há uma dimensão universal nesses juízos, pois esperamos que outras pessoas compartilhem nossos sentimentos de prazer diante de algo belo. Para Kant, a base do juízo de gosto ...

O Marabaixo pelo ChatGPT

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O Marabaixo é uma expressão cultural tradicional do estado do Amapá, localizado no norte do Brasil. É uma manifestação de origem africana que combina música, dança e religiosidade, e desempenha um papel significativo na preservação da identidade e herança cultural amapaense. O Marabaixo tem suas raízes nos escravos africanos que foram trazidos para a região durante o período colonial. Eles trouxeram consigo suas tradições culturais, que foram gradualmente misturadas com elementos indígenas e portugueses, dando origem ao Marabaixo como é conhecido hoje. A principal característica do Marabaixo é a música. Os instrumentos tradicionais utilizados incluem o caixambu, uma espécie de tambor, a maraca, feita de cabaça e sementes, e o chocalho, que é usado para marcar o ritmo. As letras das músicas são cantadas em dialeto afro-português, e os temas abordam a religiosidade, a história e o cotidiano dos amapaenses. A dança é outra parte essencial do Marabaixo. Os dançarinos se reúnem ...