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Mostrando postagens de setembro, 2023

A função da Imaginação no sistema de Immanuel Kant

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A imaginação desempenha um papel importante na filosofia de Immanuel Kant (1724 - 1804). Para Kant, a imaginação é uma faculdade essencial para a experiência e para a compreensão do mundo. Em primeiro lugar, Kant distingue entre dois tipos de imaginação: a imaginação reprodutiva e a imaginação produtiva. A imaginação reprodutiva é a capacidade de reproduzir, na mente, imagens de objetos que já foram percebidos. Ela permite que tenhamos recordações, memórias e reconhecimento do que já foi vivenciado. Já a imaginação produtiva, por sua vez, é a capacidade de formar imagens de objetos que nunca foram percebidos. Ela desempenha um papel fundamental na formação dos conceitos e na criação de novas ideias. É através da imaginação produtiva que conseguimos integrar e combinar elementos sensoriais para formar conceitos mais complexos e abstratos. Além disso, Kant também argumenta que a imaginação desempenha um papel na síntese das percepções sensíveis, unindo as impressões da sensib...

O que é Neurodivergência?

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Neurodivergência é um termo utilizado para descrever a diversidade neurocognitiva, ou seja, a variação natural no funcionamento do cérebro humano. Pessoas neurodivergentes podem ter diferenças no processamento de informações, nas habilidades de comunicação, nas interações sociais e nas formas de aprendizado. Essas diferenças podem incluir condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia, entre outras. É importante destacar que a neurodivergência não deve ser vista como uma deficiência, mas sim como uma forma diferente de ser e de processar o mundo. É uma parte normal e valiosa da diversidade humana.

Livro "Ideias para adiar o fim do mundo", de Ailton Krenak

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O livro "Ideias para adiar o fim do mundo", escrito por Ailton Krenak, é uma obra que aborda questões ambientais e sociais, discutindo a urgência de repensar nossas ações como humanidade e buscar alternativas para adiar o colapso da vida no planeta Terra. Neste livro, Krenak apresenta uma reflexão profunda sobre a relação do ser humano com o meio ambiente, abordando temas como a crise ambiental global, a exploração desenfreada dos recursos naturais, a destruição dos ecossistemas e a necessidade de valorizar a diversidade cultural e biológica. Ao longo da obra, o autor nos convida a questionar nossa forma de vida e a perceber que o modelo de progresso adotado pela sociedade moderna é insustentável. Krenak propõe uma mudança de paradigma, na qual a sobrevivência da humanidade não esteja pautada apenas no desenvolvimento econômico, mas sim na valorização e no respeito pela natureza e pelas diferentes formas de vida. "Ideias para adiar o fim do mundo" é um l...

Conceito de "ideologia" em Marx, Gramsci e Michael Löwy

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O conceito de ideologia em Marx, Gramsci e Michael Löwy é entendido como uma forma de mistificação, que oculta as relações de poder presentes na sociedade capitalista. Marx definiu a ideologia como um conjunto de ideias e crenças que são produzidas e disseminadas pela classe dominante para perpetuar seu poder e manter a ordem social existente. Segundo Marx, a ideologia serve para justificar a dominação burguesa sobre a classe trabalhadora, fazendo com que os trabalhadores aceitem sua exploração como algo natural e inevitável. Gramsci expandiu o conceito marxista de ideologia ao introduzir o conceito de hegemonia. Ele argumentava que a classe dominante não apenas impõe sua dominação através da coerção, mas também através do consenso. A hegemonia é estabelecida através da disseminação de ideias e valores que são aceitos como universais, resultando na conformidade passiva das classes subalternas. Para Gramsci, a luta política é, portanto, também uma luta ideológica, na qual a ...

Os "Atos de fala" de John Searle

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Os atos de fala são uma parte central da análise linguística de John Searle. Ele propõe uma classificação de atos de fala em três categorias principais: atos locucionários, ilocucionários e perlocucionários. 1. Atos locucionários: São os atos de fala em que uma expressão linguística é usada para transmitir um significado literal. Por exemplo, a simples pronunciação da frase "O céu está azul" é um ato locucionário, pois consiste em produzir sons que formam as palavras que expressam um significado. 2. Atos ilocucionários: São os atos de fala em que a expressão linguística é usada para realizar uma ação através da fala. Essas ações podem incluir pedidos, ordens, promessas, convites, entre outros. O significado da expressão não é meramente literal, mas envolve a intenção do falante. Por exemplo, quando alguém diz "Por favor, feche a janela", está realizando um ato ilocucionário de fazer um pedido. 3. Atos perlocucionários: São os atos de fala em que o objeti...

O Belo e o Significante Excedente em Giorgio Agamben

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Giorgio Agamben é um filósofo italiano conhecido por suas contribuições à teoria política, filosofia do direito e teoria da linguagem. O conceito de "belo e significante excedente" em Agamben é parte de sua exploração da linguagem e da estética em seu livro "Infância e História: Destrução da Experiência e Origem da História" (1978). Para Agamben, a linguagem é um fenômeno complexo que desempenha um papel fundamental na construção da experiência humana e da história. Ele argumenta que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas também uma forma de experiência estética que transcende o significado literal das palavras. Nesse contexto, ele introduz o conceito de "belo e significante excedente". O "belo e significante excedente" refere-se à dimensão estética e poética da linguagem que vai além da simples comunicação de informações. Agamben argumenta que, na linguagem, há um excesso de significado que não pode ser completamente capturado...

O "18 Brumário" de Karl Marx e a origem dos estudos sobre Lugar de Fala

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O "18 Brumário de Luís Bonaparte" é uma obra escrita por Karl Marx em 1852, na qual ele analisa o golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte (sobrinho de Napoleão Bonaparte) na França em 1851 e sua subsequente ascensão ao poder como presidente e, posteriormente, como imperador da França. Este trabalho de Marx é uma análise política aguda e uma crítica à burguesia liberal francesa, que, segundo ele, falhou em lidar adequadamente com as ameaças à república e à democracia. Marx descreve a Revolução de 1848 na França como um período de agitação social e política, no qual as classes trabalhadoras e a burguesia liberal uniram forças temporariamente contra a monarquia. No entanto, após a revolução, a burguesia não conseguiu cumprir suas promessas de reformas sociais e econômicas, levando ao descontentamento popular e à busca de um "salvador" por parte da classe trabalhadora. Luís Napoleão Bonaparte, aproveitando essa situação, realizou um golpe de Estado em 1851 e est...