A diferença entre o Belo e o Sublime em Kant

Em sua teoria estética, Immanuel Kant diferencia o belo do sublime.
Ambos são categorias relacionadas à experiência estética, mas possuem características distintas.

Para Kant, o belo está relacionado a uma experiência de prazer estético que surge a partir da contemplação de algo que é percebido como harmonioso, equilibrado e simétrico.
O belo é uma experiência subjetiva e subjetivamente universal, ou seja, cada pessoa pode ter uma percepção individual do belo, mas essa percepção é compartilhada por outros indivíduos de forma geralmente consensual.
Ele descreve o belo como sendo "aquilo que agrada universalmente (sem conceito)".

Já o sublime está relacionado a uma experiência de admiração e, muitas vezes, de temor diante do que é grandioso, ameaçador ou inacessível.
Enquanto o belo está vinculado à experiência da forma e do prazer, o sublime está vinculado à experiência das ideias, ao confronto com o ilimitado ou ao reconhecimento de algo maior do que nós mesmos.
O sublime é uma experiência que pode ser tanto prazerosa quanto perturbadora, transcendendo a capacidade de compreensão humana.
Kant descreve o sublime como sendo "aquilo que agrada universalmente (com um conceito)".

Em resumo, enquanto o belo está vinculado à contemplação de algo harmonioso e prazeroso, o sublime está relacionado a uma experiência de admiração diante do grandioso, do ameaçador ou do inacessível.

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